quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Ano em revista (3/3)

Setembro

De regresso do campeonato do mundo chegou o descanso e o tempo para pensar nos próximos objetivos. Aproveitando ainda a forma que trazia do WOC participei na corrida da festa do Avante e na corrida do aqueduto e iniciei a época com a participação na prova da minha terra onde acabei por vencer mesmo apenas com 2 semanas de treino leve. Passei a maior parte do tempo a delinear a próxima época e as prestações na estrada num período dedicado mais ao descanso que ao treino rigoroso acabaram por influenciar a minha decisão!

Outubro

Em outubro apenas competi uma vez sensivelmente a meio do mês na corrida do aeroporto e apostei no rigor de treino sobretudo no reforço muscular para prevenir futuras lesões numa época que se avizinha dura e exigente. Nesta altura sentia-me confiante e capaz de alcançar os objetivos propostos!

Novembro

Mês dos corta-matos! Participei em 3 provas (2 corta-matos e 1 prova de estrada) e tirando alguns erros táticos senti-me sempre bem fisicamente em todas as provas. O treino começou a fazer efeito e a motivação é cada vez mais...

Dezembro

Último mês do ano e com ele chega as muitas provas São Silvestre. Em outros anos competi todos os fins de semana deste mês. Este ano decidi aliviar mais um bocado para não perturbar tanto os treinos intervalados, pois os objetivos da época não são ganhar o maior número de provas! 
Apenas devia ter abdicado da minha participação na prova São Silvestre da Cuba por ser no final de uma semana complicada em termos de estudo e treino, acabei por desistir da prova para não por em causa o trabalho feito até aqui...



E foi assim o meu ano em termos desportivos, não foi um bom ano em termos competitivos! Houve períodos muito maus de treino que foram compensados por ainda ter conseguido alcançar algumas metas mínimas (1 título de campeão nacional e a convocatória para o campeonato do mundo). 
2017 está a ser preparado de forma diferente e as mudanças são muitas para o novo ano!
Resta-me desejar um bom ano a todos e que mantenham os sonhos bem altos para o novo ano! Sonhar alto, acreditar bastante e trabalhar excecionalmente bem...

BOM ANO 2017! 

M

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Ano em revista (2/3)

Maio

Maio chegou e os primeiros campeonatos nacionais de orientação também sentia-me muito melhor fisicamente, mas depois de um período tão fraco não era difícil ter esse sentimento. O mês começou e terminou com provas de atletismo onde obtive boas prestações, pelo meio alcancei um 3º lugar no campeonato nacional de distância longa e um 4º lugar no campeonato nacional de sprint. A motivação que faltava para sair de casa e treinar todos os dias chegara finalmente.

Junho

As aulas terminaram e os exames começaram, a intensidade do treino não foi a desejada mas a assiduidade estava presente. Não falhei na preparação para conseguir ser apurado para o campeonato do mundo. Nesta situação acreditei que podia alcançar o título de campeão nacional de distância média e acabou por acontecer, no dia seguinte tive mais uma boa prestação na prova de estafetas! O mês só ficou manchado por ter cometido o erro de participar numa prova de atletismo depois de 1 semana com 3 exames e muito poucas horas de sono mais treinos, uma situação a evitar...

Julho

O verão começou com a participação nos 5 dias de Espanha, participei na prova com o objetivo de consolidar técnica e corrida de floresta sem pensar em competir. Treinei bastante neste mês pois fiquei a saber que ia representar a seleção no final do mês de agosto. Apesar de não ser uma época perfeita estava focado a atingir novamente uma final do campeonato do mundo!

Agosto

Período do ano que todos os portugueses vão à praia e eu também fui. Embora a única vez foi para participar na mítica corrida da Baía de Monte Gordo e testar a minha forma para o campeonato do mundo. No final do mês viajei para a Suécia e competi nas disciplinas de sprint e sprint relay. Falhei a final por escassos 5 segundos numa qualificatória apertada (34 segundos de diferença do vencedor ao último qualificado), objetivo da época falhado. Vida de atleta!
Na prova de estafetas realizei um percurso razoável, mas o resultado coletivo não foi o desejado. Precisamos de melhorar como grupo!


M

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Ano em revista (1/3)

2016 está a terminar e é tempo de fazer o balanço de mais um ano civil passado a treinar e a competir, não foi um ano de grandes sucessos e vitórias, foi um ano de aprendizagem e de transição para tentar que os próximos anos não tenham tantas falhas como este.

Nos próximos dias vou fazer um breve resumo de todos os meses do ano, dividindo em 3 partes que terminam nos momentos chave da época.

Janeiro

Inicio do ano e febre, os primeiros dias de treino não foram fáceis e quando estava a recuperar começou as poucas horas de sono e o stress provocado pelos exames da faculdade. Competi 2 vezes durante o mês, uma nos testes físicos (5000m) da seleção de orientação onde não consegui terminar e depois no final do mês na prova pontuável para o ranking mundial de orientação sprint em Alfama, mais uma vez não tive bem. Um mês fraco e que viria a ser um dos piores do ano.

Fevereiro

Mês da orientação, desde que pratico a modalidade que este mês tem vindo a acumular cada vez mais provas de orientação pontuáveis para a taça de Portugal de forma a aproveitar a estadia dos atletas internacionais que se encontram em terras lusitanas para treinar. Sem dúvida depois de um mês fraco de treinos é a pior altura para acumular tantas provas, não existe muita margem para treinar e melhorar pois as semanas são passadas a recuperar. Um mês que no passado já me obrigou a interromper a preparação por acumulação de fadiga e que nos últimos tempos tenho vindo a adaptar (não encarar as provas como uma competição) a participação em algumas provas neste período.

Março

Após um período em alta rotação decidi que seria a altura certa para não competir e apenas me focar no treino. Mês sem grande história mas onde a forma física começou a aparecer.

Abril

Mês que marcou o meu regresso à orientação, senti algumas dificuldades técnicas mas fisicamente sentia-me bem. Aumentei a confiança e, apesar de saber que era pouco provável atingir a minha melhor forma, comecei a acreditar que era possível ser convocado para o campeonato do mundo de orientação e até alcançar um título nacional na modalidade.


M

domingo, 16 de outubro de 2016

Corrida do Aeroporto - Estreia a vencer!

No primeiro mês de treino regular e intenso da nova época e passado 2 semanas decidi que era boa altura para experimentar fazer 10km em estrada e ver o que é preciso trabalhar nos meses duros que se avizinham.
Foto lestudio.pt
A prova escolhida foi a Corrida do Aeroporto não só porque é uma prova que nunca tinha participado mas também por percorrer algumas zonas onde normalmente treino (como a quinta das conchas). Quando me levantei hoje de manhã não estava de todo preocupado com o resultado, até porque o treino nem foi aliviado no dia anterior, apenas queria sentir as sensações durante a distância da prova e tentar corrigir alguns aspetos de postura corporal enquanto corro.
Percurso da prova
Com o inicio da corrida o espírito competitivo veio ao de cima e meti um ritmo razoável na frente da corrida. À medida que os metros para a meta iam sendo menos e o tempo ia passando fui deixando que os outros atletas também marcassem o ritmo.

Gráfico Ritmo e altimetria 
Numa zona difícil do percurso aos 4km fiquei um pouco para trás do atleta que assumiu a liderança mas isso não me afetou minimamente. Podia dizer que era estratégia, que me estava a poupar para as subidas da parte final, mas a verdade é que simplesmente não reagi à mudança de ritmo. Confesso que nunca senti a prova perdida, sabia o que restava do percurso e que tinha capacidade de encostar no atleta da frente novamente. Forcei o meu andamento e entre o km 5 e km 7 consegui fechar o espaço.

Pódio Masculino - foto lestudio.pt
Quando voltei à frente da corrida fui rápido a decidir que não queria ficar ali queria ir embora para a frente, podia não ganhar mas também não ia ser fácil deixar-me para trás. A 2 km do fim sentia-me confiante e ainda com alguma energia e depois de conseguir ganhar 100 metros de avanço sabia que dificilmente voltava a perder a liderança.
Terminei os 10km de um percurso agradável mas duro, quando comparado com as provas ribeirinhas, com o tempo de 32'45''. 25'' à frente do 2º atleta José Gaspar e 39'' do terceiro João Fernandes.


Uma das principais diferenças desta época para a transata é um aumento incrível de confiança e vontade de fazer mais e melhor (e de sofrer também).
Se me perguntarem se gosto de sofrer enquanto corro a minha resposta sincera é não. Adoro correr e odeio sofrer, quem me acompanha desde a primeira prova de atletismo em 2001 sabe que sempre que as coisas me iam a correr mal nunca tentava superar! Sinto que isso está a mudar e talvez a explicação mais óbvia é porque quero evoluir e preciso de sofrer enquanto corro algumas vezes!
M



sábado, 1 de outubro de 2016

Outubro chegou e a nova época também!

Depois de um verão muito desgastante quer em termos físicos quer em termos psicológicos, chegou setembro e as merecidas férias. Foram, obviamente, umas férias ativas onde os treinos foram mais direcionados para o reforço muscular e treino alternativo.

Durante este período ainda participei em 3 provas de estrada de 10km com diferentes características, encaradas com muita descontração e sem me importar quais seriam os resultados. Participei por diferentes razões em cada uma delas mas o principal objetivo nunca foi competitivo.

Comecei por participar na Corrida da Festa do Avante no dia 5/11. A minha participação nesta prova é sobretudo pela "minha história" com esta competição pois desde muito cedo sempre foi a minha primeira prova da época. Quantos e quantos estágios de início de época do CNAlvito terminaram com a participação de toda a comitiva neste evento? Não consigo precisar quando foi a minha primeira aparição mas creio que este ano já deve ter sido, provavelmente, a minha 10º participação. À semelhança da Corrida da Baía de Monte Gordo é uma prova que ambiciono vencer um dia, este ano fiquei pelo 5º lugar na geral atrás de atletas como o Nélson Cruz, atual campeão nacional de Corta-mato longo e vencedor da edição da deste ano da prova.

Passado 2 semanas e com o meu regresso a Lisboa para mais um ano letivo decidi participar na Corrida do Aqueduto. Ao contrário da prova anterior não tinha uma razão forte para estar presente, apenas achei interessante o percurso da prova e queria fazer alguma coisa numa manhã aborrecida de domingo. Com o pouco treino feito neste período sabia que não me podia aventurar em grandes ritmos. Contudo logo no tiro de partida esqueci isso e tentei andar no grupo da frente, obviamente não aguentei até final e cortei a meta em 7º lugar com um tempo modesto mas nada preocupante para esta altura.

Por fim, no último fim de semana de setembro marquei novamente presença no Grande Prémio de Atletismo Feira D'Aires, prova que além de se realizar na minha terra ainda passa mesmo em frente à porta da minha casa. Razões mais que suficientes para estar presente na linha de partida e tentar terminar o mais à frente possível.
Esta prova tem a particularidade de ter um percurso bastante exigente em termos de desnível o que faz atenuar as diferenças de ritmo dos atletas. Uma prova dura que premeia sobretudo os atletas mais leves e habituados a percursos mais desnivelados. Creio que estes fatores aliados a um grande conhecimento do itinerário faz de mim sempre um candidato à vitória e este ano a mesma voltou-me a sorrir. É sempre bom ganhar na terra onde cresci e rodeado das pessoas que desde muito cedo se habituaram a ver-me correr pelas ruas da vila. Mas mais que realçar a minha vitória na prova quero realçar o crescente número de pessoas que sai à rua para ver os atletas passarem, fico muito contente que o evento chegue à população e espero que isso se vá refletindo com o crescente aumento de atletas a participar nesta promissora competição.

Passado o mês mais descontraído em termos de treino do ano agora é apontar baterias para a nova época que arranca hoje com novos objetivos e muito mais ambiciosos. Precisava de fazer algumas mudanças para me motivar mais a treinar e essas já estão em prática. Espero que o que resta de 2016 me mostre que estou a trilhar um novo e correto caminho e que 2017 chegue ao fim com os objetivos alcançados possibilitando uma constante afirmação como atleta!

M

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

27º Corrida Baía de Monte Gordo

Partida 27º Corrida Baía de Monte Gordo
No passado dia 7 de agosto participei mais uma vez nesta agradável prova pelas praias entre Manta Rota e Monte Gordo embora desta vez com objetivos diferentes dos anos anteriores.

Não consigo precisar qual a primeira vez que corri estes 8km ao longo de um areal repleto de veranistas prontos a aplaudir a passagem de quem escolheu fazer algo diferente do que apanhar sol na praia num domingo em pleno mês de agosto e desde logo me apaixonei pelo ambiente proporcionado aos atletas. O primeiro pensamento era um dia ter condições para ganhar esta prova para sentir toda a atmosfera envolvente quando percorremos o último quilómetro no areal de uma das praias mais concorridas do Algarve.

Este ano devido ao campeonato do mundo apenas ser no final deste mês estava finalmente em condições de discutir a vitória e aproveitando para fazer o derradeiro teste para o campeonato que começa já no próximo dia 19!

Para avaliar a minha forma física corri de forma diferente do habitual e nunca tentei seguir num grupo, coloquei um ritmo elevado (tendo em atenção que corremos em areia molhada e este ano com vento contra) e tentei aguentar até final sabendo que se não quebrasse provavelmente vencia a prova. Estratégia bem planeada e o resultado foi o esperado, venci e convenci-me!

Sim, convenci-me! Este ano não tive um bom ano em termos de treino, muitos períodos sem treinar regularmente e outros com pouca intensidade. No entanto, no verão tenho treinado com muito querer e persistência e vejo uma evolução significativa na minha forma física. Não me sinto na melhor forma de sempre (um desejo de todos os atletas quando se aproxima a competição mais importante da época) mas sinto-me capaz de alcançar os objetivos que delineie e estou confiante. Após a prova fiquei definitivamente convencido, agora é trabalhar os dias que faltam e ultimar todos os preparativos para quando o dia chegar não seja surpreendido com nada e alcance o que pretendo!

Pódio Geral - 1º João Figueiredo 25'41'', 2º Celso Graciano 25'58'', 3º Celso Brito 27'02''
Resultados completos aqui.


M

sábado, 23 de julho de 2016

Figueira City Race

Foto ADMondego
A faltar um mês para mais uma participação no WOC (campeonato do mundo de orientação) a preparação está a correr conforme esperado. Pela primeira vez estou a preparar um WOC sem ter a pressão de simultaneamente ter que estudar para os exames, infelizmente não é uma altura favorável principalmente para preparar o campeonato no local onde este se vai realizar! Esta situação deve-se à gestão financeira da Federação, mas também a minha própria. Não é um ano em que possa investir monetariamente na minha evolução como atleta por diversos fatores...

Vou preparando a minha preparação da melhor forma possível e é esse facto que me levou a participar na prova de orientação Figueira City Race (participação incluída  num estágio de fim de semana da toda a comitiva que vai representar Portugal no WOC).

Seleção Nacional - Foto ADMondego
Os orientistas já estão familiarizados com o que é a City Race e para que serve. Mas um dos principais objetivos da criação deste tipo de provas é mesmo cativar novos atletas para a modalidade por isso nunca é demais explicar o conceito.

Estas provas realizam-se, na maioria das ocasiões, em grandes centros urbanos e têm o objetivo de percorrer os pontos de interesse da cidade com um mapa na mão e realizando um percurso de orientação que geralmente ronda os 10km. Uma excelente forma de conhecer um determinado local e a modalidade em causa.

A minha prestação na etapa da Figueira deixou-me satisfeito, senti-me melhor em termos físicos e a leitura de mapa foi fluida. Cometi algumas hesitações, mas não cometi erros que me custassem muito tempo perdido. Em geral, a prova deixou-me boas indicações para o mês que falta de treinos para alcançar o objetivo a que me propôs no campeonato do mundo.

Não me vou alongar mais sobre a prova, resta-me partilhar com vocês o meu percurso e a análise do tempo perdido.
Percurso Figueira City Race
Análise splits

Resultados Seniores Masculinos

 Resultados Completos

M